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A Gazeta do Repórter

Informar e acompanhar a cultura, desporto e reportagens. Dar voz a quem não a tem e dar destaque a quem merece ser destacado!

FELIZ ANO 2020

31.12.19 | Rogério Rosa

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Desejo muita felicidade para este ano.
Que sejam 365 dias de realizações,
sucesso e muita prosperidade.
!! Feliz Ano Novo !!
Muitas felicidades e que a cada novo dia Deus cubra você de bênçãos.

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Balanço de 2019

29.12.19 | Rogério Rosa

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Desde Janeiro, que se tem verificado uma certa evolução. Comecei o ano por fazer a cadeira de Politica Social na Faculdade, passando com 15 valores. Depois, um workshop sobre Linkedin. Em Fevereiro, comecei uma formação na Oed, onde se reveu a postura em entrevistas de emprego para deficientes visuais. Entretanto, tive o privilégio de ir á Cmtv para pedir ao Moita Flores para me autografar o seu livro que tinha adquirido o"Mistério do Crime de Campolide". Ainda em Fevereiro, fiz uma visita á Rádio Amália. Nunca tinha conhecido assim, uma rádio, onde os artistas cantam ao vivo e onde há um público específoico. O mais engraçado, é que acabam por ser depois entrevistados ali em frente do público e em direto. Na sequência da rádio, acabei por ser convidado para  ser o"Ilustre Desconhecido", rubrica que há na Rádio Movimento. Já no final do mês, tem o inicio do 2º semestre na faculdade e uma reunião de elenco do filme"Dragliciuos" de Mayara Santso, que não viria a ser realizado. Creio que, por falta de profissionalismo.

          No inicio de Março, na Universidade Lusófona, houve um encontro de antigos e actuais alunos de Serviço Social. Tive a sorte de ter uma vista guiada á Rtp com o Bruno Gonçalves e Gaspar Lourenço. Fui vistar o gabinete de Trânsito. Como é feito e quem o faz. A meio de Março, fui convidado especial do programa"Kanaga" da Kanaga Tv. Trata-se de um canal de procura de empregos e de moticações especiais na vida.

          Em Abril, comecei pela conversa sempre útil da Anabela Miranda, minha Psicóloga que em muito tem contribuído para o meu crescimento como pessoa. A consulta de rotina ao Hospital dos Capuchos com o Médico Vitor Miguel Maduro. Depois uma viagem a Amarante para passar a Páscoa. Vila Cova da Lixa, era o destino e vistar o meu sogro no Lar de Regradas, o propósito. Terminando o mês com um seminário de Serviço Social no Iscte e o regresso ás aulas pós Páscoa.

          Em Maio, houve um almoço dos antigos alunos do Instituto António Feliciano de Castilho e Branco Rodrigues. Fui ao desconhecido. Ia ver ex.colagas 40 anos depois, outros, mais ou menos 20 anos depois. No final, o balanço não foi positivo. Não reconheci e os que reconheci, nunca chegaram a ser meus amigos. Não gostei, não me aproximei. Pareciam todos estranhos. A idade e o aspeto, que pelo tempo vão envelhecendo, retirava a imagem que tinha de todos com as idades de adolescência. No final, foram eleitos 3 para que no proximo ano possam ser eles a organizar, entre eles, eu. Acabando por mais tarde, dizer por escrito, não estar interessado.

          Em Jenho, começa mal. O falecimento do meu sgro que nos "obriga" a ir de novo á terra. Fomos da parte da terde para Amarante. Depois o velório e o funeral. Ficámos durante uma semana para a missa do 7º dia. Na semana seguinte, fui ao programa "A Tarde é Sua" da Tvi.

          Em Julho, entre alkgumas consultas, um encontro importante no Isce (Instituto Superior de Ciências Educativas). Depois fui á Rádio Autónoma para uma reunião com o João Santareno, a fim de poder vir a colaborar na rádio com uma rubrica de nome "Radar de Informação". Trata-se de comentar notícias da semana.

          Em Setembro, que em Agosto nada aconteceu. Setembro, foi o inicio de fui saber sobre um casting para o Grupo de Teatro de Benfica.  

          Em Outubro começou com uma entrevista que fiz ao ator Mário Oliveira, que desempanha o papel de"Fahad" da novela"Prisioneira" da Tvi. A entrevista foi feita no Camões na Padaria do Bairro. Mais tarde fui renovar as fotos e a inscrição na Valente Produções. Teve inicio da minha fisioterapia, Onde tive de fazer 15 sessões. Mais tarde, fui então fazer o casting com o ator/encenador Benjamim Falcão em Benfica. Depois, fui em vista guiada á Rtp sobre os seus 60 anos de Telejornal.

          Em Novembro, as consultas e um exame no Hospital Ordem Terceira. Tive o inicio do curso de Secretaria do Forense e tambem o curso de Marketing Digital/Marketing Pessoal, tudo no Citeforma. No final, fui a uma reunião á Liga sobre os problemas que afetamn os deficientes na sua empregabilidade e de oportunidades.

          Em Dezembro, será parte dele com as 2 formações no Citeforma, que entrram na reta final. Algo também inesperado aconteceu, a chamada para casting/entrevista para o"Big-Brother". Entrevista que poderia correr bem melhor se tivessem lá um elemento que fosse competente e soubesse como se entrevista. Também e sem esperar, um telefonema da tvi, para um casting/entrevista para o concurso "Ver para Crer". Termina com a ida para Amarante, onde se iria passar o Natal entre a Lixa e o Porto.

          Para que tudo fosse mais perfeito, teria sido preciso ter amigos sinceros leais e duradouros que não tenho e uma mensagem de Natal da família que não houve. Gente desta não merece que se pense nela. Gente como esta, não merece de ser chamada de família!

FESTAS FELIZES!

 

FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO 2020 COM SAÚDE, PAZ E AMOR

21.12.19 | Rogério Rosa

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          Esta foi a foto que em vesti a farda de Pai Natal em 2005, com a morte do meu pai, logo em Março de 2006, prometi, nunca mais o fazer. No entanto, acaba por servir sempre em todois os Natais, quer nas fotos de perfil, ou mesmo em foto capa. 

          Não me dirijo á minha familia, que também nada me deseja, mas, a quem me desejar no facebook, twetter ou instagram. É nestas alturas, que vemos quem de facto nos dá importância e se interessa por nós e não teóricamente ao londo do ano!

FELIZ NATAL - 2019

Rogério Rosa, se entrar no"Big-Brother-2020", será para ser "porta-voz" dos deficientes visuais

17.12.19 | Rogério Rosa

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          Feita a inscrição de candidatura para a casa mais vigiada do país. Uma entre várias feitas e sem resposta. Por sinal, desta vez, houve uma chamada da produção, que me convoca para a entrevista, onde será um re-play do questionário e em que poderei fazer a diferença no programa. Sendo eu, ambliope, deficiente visual, será certamente uma mais valia, para sensibilizar a opinião pública das capacidades e dos direitos de oportunidades iguais dos deficientes, quer no emprego, quer na educação, saúde e cultura. Numa sociedade, cada vez mais preconceituosa, creio que, se entrar, farei a diferença nos desafios com que todos nós concorrentes, iremos fazê-los, provando ser capaz e, dando assim a oportunidade a outros deficientes, que também o possam ser.

          Não vou pela fama, já que sou ator há 35 anos, nem pelos jogos, que possa existir entre concorrentes, mas sim, provar que lá dentro da casa, está uma pessoa com limitações visuais, que será o espelho de milhares cá fora, que irão estar muito atentos. Sempre e desde há muito, que venho a provar em novelas e cinema, que os deficientes são capazes, basta que lhes possam dar, oportunidades ou o beneficio da dúvida. Acarinhar e apoiar, começando pela Comunicação Social!

Será a melhor prenda de Natal!

Alcântara-Terra - Recordar o rapto do Zé., que eu Assisti!

14.12.19 | Rogério Rosa

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           Foi há muito tempo que aconteceu ter assistido a um rapto. Estava no ano de 1979. Tinha saido de vez do colégio interno, onde estive durante 6 anos. Aliás, os meus melhores anos de vida, onde estive em segurança com muitos outros colegas, vigilantes e professoras.

          Já fora do colégio, entregue ao meu pai. Eram frequentes a ida dele com a minha madrasta e as minhas irmãs, para casa de um casal amigo em Santa Apolónia. Casal esse, constituído pelo Sr. Afonso, a esposa D. Fernanda e os filhos, Helena e Paulo. Estes, iam sempre connosco para a praia de Paço de Arcos e até para a terra deles, Amioso Fundeiro, distrito de Coimbra.

Uma localidade de montanhas e vales, onde eu, o meu pai, o Afonso, o Paulo, o Lázaro e o pai deste. Eram as caminhadas de manha, que nos mantinhamos unidos. Uma tarde passada no poço da boneca, uma espécie de lago fundo, onde todos mergulhavam, num intenso calor. Os pais de Lázaro e a irmã Fátima, colaboravam connosco. Aliás, na noite da nossa chegada, o pai do Lázaro, chegou a levar-me ao colo para a casa deles. Havia entre a casa do Afonso e a casa do pai do Lázaro, uma escada e uma pequena ladeira. O meu pai, ia dizendo, que me colocasse no chão, porque eu era pesadote, mas o pai do Lázaro, não ligou muito e só me meteu no chão, quando entrámos em casa dele. Não havia quartos nessa altura, o meu pai e madrasta dormiram num, eu com o Lázaro, e a Fátima no quarto dela.

           Em Lisboa, iamos fazendo a nossa vida. O meu pai e o Afonso, eram colegas na Carris, na Tipografia. Os filhos dele, eram estudantes, assim como eu. Num desses fins-de-semana, conhecemos outro casal. Parente do casal Afonso. O Sr. António, os filhos António e o José e a mulher, Vitória. Moravam no Alto de Santo Amaro.

          Nesse ano de 79/80, nos Jardins de Belém, ia acontecer um Luna Parque. Onde iria haver umas construções de restaurantes, uma espécie de Feira Popular. O meu pai, o Afonso e o António, em colaboração com os filhos, iam ajundante a construir um restaurante. Eu, tal como, as minhas irmãs, a Helena, a minha madrasta e a D. Fernanda, lá estavamos também á noite, a ver e a apoiar. Era um movimento em redor de outras pessoas a fazerem o mesmo. Nunca se tinha visto nada assim. Muita gente para construirem ali restaurantes, quase de fronte dos Jerónimos.

Algum tempo depois, a Câmara de Lisboa, deve ter embargado e tudo foi pelo"cano".

          Eu, era um miudo reservado, não me dava muito com os filhos do Afonso e muito menos do sr António. Um dia, o Paulo e o seu fiel amigo Camarinhas, queriam armar uma cilada contra mim, mas como dei por isso, acabou mal. A coisa, era para ser na casa dos vizinhos do Afonso, a Ausenda e do Silvério, estes tinham uma única filha, a Laidinha, hoje Adelaide, Médica. O resto que se iria passar, não vou aqui pronúnciar-me.

Uns fins-de-semana mais á frente, estava em casa do Afonso, onde estavam os filhos, mais o Zé, o irmão, o meu pai,madrasta, D. Fernanda,  D. Vitória. De tarde, o Zé ia a casa buscar qualquer coisa. A minha madrasta, disse-me, porque é que eu não aproveitava e ia com ele. Fui com ele!

Apanhámos o autocarro até a Alcântara. Saímos do autocarro e fomos a pé. Estavamos no passeio para atravessar para o passeio do Pão de Açúcar, que era conhecido na altura e chegámos a meio da estrada, eu avancei e um carro vermelho parou e alguém o chamou. Creio que fosse para lhe pedir uma informação. Cheguei ao passeio de lá, olhei e vi um rapaz a sair do carro e a dar a volta para o passeio. Pouco depois, o carro arranca e nunca mais vi o Zé. Passeio uns minutos a olhar, a pensar e a encontrar uma resposta. Não sei o que se passou, se os do carro o conheciam ou não. Foi rapto, sem dúvida, mas porquê?

          Eram cerca de 18h30. Estava tão preplexo, não sabia o que fazer. Seja como for, tinha de voltar atrás e pior, tinha de contar aos pais dele!

          Nervoso, apanhei o autocarro. Subi a ladeira a pé e cheguei a casa do Afonso. Entrei e subi. Agora, era o que Deus quisesse! Quem me abriu a porta foi a D. Fernanda. Fui corredor a fora e vi os olhares de todos. Mal entrei na sala, a pergunta não se fez esperar -"Onde está o Zé? A mãe D. Vitória, voltou a perguntar :-"O meu filho ficou em casa?- O meu pai:-"Porque vieste sozinho, onde ficou o Zé? Todos queriam saber e eu sem saber o que dizer. A mãe e o pai do Zé, depois disseram, se calhar não quis vir e mandou-o embora sozinho, não foi isso, Rogério? Respondi finalmente:- Não!

Acabei de contar o que verdadeiramente aconteceu. Que tinhamos atravessado juntos, e que ele foi chamado por um carro vermelho e depois de chegar ao passeio, olhei, vi um rapaz a sair e a dar a volta ao carro e depois, vi o carro arrancar e nunca mais vi o Zé. Ele foi levado naquele carro! Naquele momento, quase todos se levantaram e sairam á procura do carro e do filho. Não me deixaram ir. Perguntei se os pais iam apresentar queixa á policia e se eu tinha de ir contar, responderam, que seria o mais natural. Andaram toda a noite e nada. muito mais tarde, receberam um telefonema, que ele estava internado no hospital e que iria ser transferido para o Hospital Militar, por ser tropa. Foram vê-lo ao hospital e o que soube é que ele estava em coma. Nessa altura, senti medo, receio, um misto estranho, como se eu tivesse culpa!

          Muito mais tarde, ele acordou do coma. Depois quando ficou mais ou menos bom, contou o que se passou e que o levaram para a serra do Monsanto, o amarraram, bateram-lhe e depois, despiram-no e deixaram-no ao relento. Foi com muito esforço, que se arrastou até á estrada e depois, conseguiu pedir socorro e desmaiou, creio! Devido a isso, os pais dele, convidaram-nos para um jantar. Mas, avisaram-me, que não perguntasse nada, pois ele estava ainda a recuperar do tão traumático acontecimento. Entrámos e fomos para a sala. O Zé e o irmão estavam ainda no quarto. A D. Vitória e a minha madrasta falaram do sucedido, mas queriam evitar falar ao pé de mim, que tinha assistido e ao pé do filho. Já todos á mesa, as conversas foram mais voltadas para o Zé e a recuperaçao, os estudos, etc. Apresentaram queixa, mas como era menor e não me quiseram envolver em interrogatórios, não falaram que tinha sido eu a assistir ao rapto.

          O mais estranho, é que nunca fomos, nem amigos, nem próximos e foi o que voltou a acontecer depois da recuperação dele. Nunca mais falámos a não ser quando nos cumprimentavamos.

          Hoje, 2019, soube entretanto, que já morreram, o Afonso, a D. Fernanda, a D. Vitória e o Zé. O irmão e o pai, ainda vivos, mas com uma vida de miséria e o álcool!

 

 

 

 

Á Conversa com o Ator Mário Oliveira, o"Fahad" da Novela"Prisioneira" da TVI

13.12.19 | Rogério Rosa

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          Quando me propús entrevistar o Mário, não tinha ideia de qe era a entrevista mais informal que tinha feito até ali. Com aquele ar muçulmano, que carateriza a sua personagem na novela da tvi, a “Prisioneira”. Digamos que, um ar assustador, mas ao mesmo tempo engraçado.
O encontro deu-se na passada 5a. feira, 3 deste mês de Outubro. 15h30 na Padaria do Bairro. Um sitio bem propício ao sussego.
          Antes disso, fui ver no google, quyem era afinal Mário Oliveira e o que fez até chegar ali. Mal ver, um enorme curriculo, pormenorizado desde que começou, até a este ultimo projeto. Nuncxa tinha visto nada tão bom curricularmente, desde trabalhos, nomes das personagens, realizadores, produtoras e canais de televisão.
(26/11/1988 | Altura 1.75m | Olhos Castanhos | Cabelo Castanho
Formação
Teatro (resumo desde 2006)
Televisão (resumo desde 2011)
Publicidade (resumo desde 2011)
Cinema (resumo desde 2009)
Data 2010 2004
Data 2013 2013 2013 2011 2011 2010 2010 2008 2008 2007 2006 2006 2006
Data 2019 2019 2019 2018 2018 2017 2017 2017 2016 2016 2016 2015 2015 2014 2013 2012 2011 2011
Data 2013 2011
Data 2019
2018 2012 2012 2011 2010
2009 2009
Curso Full Training Program Stanford Meisner Escola Profissional de Teatro de Cascais
Formador | Escola John Frey –
Espectáculo “25 de Abril – Historia de uma Revolução” “Matemático Mania” “A Historia da Implantação da República” “O Homem Mais Rico do Mundo” “Falar Verdade a Mentir” “Auto do BI” “Por Linhas Tortas” “Falar Verdade a Mentir” “A Cozinha” “À Procura de Jerzi Grotowski” “Improviso de Versalhes” “Lovers” “De menina Cascais a Cascais menino”
Título “Prisioneira” “Baegabondeu” “Alma e Coração” “Valor da Vida” “Jogo Duplo” “Ouro Verde” “Espelho d’Água” “Ministério do Tempo” “Rainha das Flores” “A Impostora” “Aqui Tão Longe” “Coração D´Ouro” “Poderosas” “Água do Mar” “Fábrica dos Pentes” “Almas Penadas” “Elena” “A Última Ceia”
Marca | Campanha Nívea Heineken
Título “Expatriate”
“Mutant Blast” “Al Fachada” “A Rapariga da Máquina de Filmar” “Banana Mother Fucker” “Os Montros Somos Nós”
“A Carteira Roubada” “O Rim”
Encenação | Local Companhia de Teatro EDUCA Companhia de Teatro EDUCA Companhia de Teatro EDUCA Nelson Mon Forte Laura Valadas Nelson Mon Forte Henrique Martins Isabel Parreira Carlos Avilez Carlos Avilez Luís Rizo Luís Rizo Ricardo Carriço
Personagem Fahad – Amadi Advogado Traficante Terrorista Traficante Líbio Joaquim de Sena – – Homem X – – Sheik Rashid
Ricardo Igor Martins –
Destaque Protagonismo Protagonismo
Personagem Bandana
Carlos Al-Zimborah Igor Martins Realizador Biting Zombie
Luis Rui
Produção | Canal Plural Entertainment | TVI Zak Productions SP Televisão | SIC Plural Entertainment | TVI Plural Entertainment | TVI Plural Entertainment | TVI SP Televisão | SIC Just Up | RTP SP Televisão | SIC Plural Entertainment | TVI SP Televisão | RTP SP Televisão | SIC SP Televisão | SIC Coral Europa | RTP 1 Canal Q RTP 1 RTP Sigma 3
Produção – Box
Realizador | Produção Renato Lucas | Expatriate Pictures Fernando Alle | Alle Films Guerrilha André Vieira Clones Produções Marco Daroeira e Guilherme Trindade | Escola Superior de Comunicação Social Universidade Lusófona Fernando Alle
Idiomas Skills
Português | Inglês)#hit management(Agência que o representa)
Uma conversa onde não havia a tenção jornalistica, mas entre colegas do mesmo ofício. É sempre importante conhecer gente e o seu outro lado da profissão. Para tal, é preciso ficarmos do lado do público, fingir nada sabermos e fazer as perguntas, que sabemos, que são a curiosidade do público. Muito bom, muito útil e a repetir em tertúlias entre atores conhecidos com atores menos conhecidos, só assim, podemos nos envolver em projetos e, termos todos as mesmas oportunidades de trabalho.
Aqui fica o que foi esse encontro muito rico e muito útil.
Deixo aqui, os meus agradecimentos ao Mário com desejos de muitos exitos, e que tenha muita saúde para novos projetos, quer seus, quer de outros que possam surgir, bem como ao seu bebé Dinis e mãe.

 

Hospital Ordem Terceira- o Agradecimento!

13.12.19 | Rogério Rosa

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          Ontem, fui ao Hospital Ordem Terceira, porque tinha um exame para realizar. No registo de entrada, reparei que afinal não era ontem, dia 5, mas hoje, dia 6. Estava mesmo convencido que era dia 5. No entanto, não sei se por pena ao me verem assinar os papeis com a cara quase encostada ao papel, mas o facto, é que acabaram por me atender. Fui para o piso 1, depois de ser chamado. Esperei ainda algum tempo, pois teria de ficar para último. Finalmente fui chamado. Fui atrás do Enfermeiro, André, que me disse, que teria de me despeir, e vestir uma bata e apenas ficar em meias. Coloquei a roupa num cacifo e desloquei-me para uma maca, onde me deitei. Fui tapado e antes de seguir viagem para o referido sitio do exame, colocaram-me o soro. Ao meu lado um doente ressonava bastante, e pouco tempo depois, lá acordou, chamou a mulher, a Médica apareceu para o descansar e o mandar embora. Eu, lá fui com a Médica e um dos enfermeiros. Pelo caminho fomos falando, sobre quem eu era, o que fazia. Respondi, que era ator profissional e jornalista. Com uma certa surpresa por parte da equipa, ia falando dos meus trabalhos em cinema e televisão. No fundo, segundo a Médica, é um procedimento normal, para tranquilizar o doente para que não se sinta ansioso, nervoso e que esteja o mais tranquilo e solto possivel. Depois ao chegar ao local do exame, lá fizeram os procedimentos, fomos conversando e a ouvir o que eles iam falando entre si. Acima de tudo, sobre o futebol, já que o Benfica ia jogar ás 20h. Num ápice de segundos, deixei de ver, ouvir e falar. Passados alguns minutos, acordei por mim e estava de novo no ponto de partida.
Uma equipa profissional, que além disso mesmo, eram sociáveis e que promoveram um bom ambiente, onde a descontração era o lema. Muito simpáticos! De facto, ia com uma certa expectativa pouco positiva, apesar de me terem dito que era fácil, rápido e simples. Quando vamos para um hospital, tudo nos parece mau, doloroso e impessoal.

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          Num tempo em que estamos, que só se fala mal e com alguma razão dos Médicos e suas negligências, falta de profissionalismo, de ética e porque não, falta de vocação, quero expressar aqui, a minha gratidão pelo atendimento, a que ontem fui sujeito no Hospital Ordem Terceira. Um exame, que erradamente me precipitei um dia, mas que mesmo assim, acabaram por me fazerem. Um exame de rotina, que teria de fazer, colonoscopia! Era primário, uma estreia! A equipa que me atendeu do Serviço de Gastrenterologia, os Enfºs: André, Luís e Patrícia Martins, a Dra Suzette Silva e Maria Teresa Oliveira, a anestesista. Obrigado!

Israel cria Aplicação GPS oara Cegos

13.12.19 | Rogério Rosa

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          Em Israel, não é só um país em guerra religiosa, é também um país que se preocupa com as pessoas com necessidades especiais como os cegos e para eles, criou uma aplicação em gps, onde se podem guiar sem necessidade de terem pessoas de apoio.

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Cristiano Miguel, um "Filho" que se tornou ingrato!

13.12.19 | Rogério Rosa

 

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          Estive a trabalhar num infantário, durante 15 anos. Neste infantário, muito aconteceu, quer de bem, quer de mal.
Uns ligeiros contratempos, fizeram com que Cristiano, não fosse como sempre para casa da avó. Esta ficou doente e sem conseguir ir buscar o neto. A mãe, estava presa e o pai, impedido de o ter. Restava a irmã, que vivia portas meias comigo. Era uma 6a. feira. eu tinha aulas na Gil Vicente. Pelas 19h30, fechei tudo enquanto o Cristiano andava atrás de mim. Mandeio-o ir buscar a mochila e lá fomos nós, rua acima em direção á Graça. Ele de mão dada comigo, pois passava a ter a grande responsabilidade de ter uma vida nas minhas mãos.
          O Cristiano, tinha 7 anos, um pouco reguila, mas muito atento, meigo e bem bonito!
Entrei com ele na Gil Vicente. Na entrada, avisei o segurança, que o menino não podia sair da escola sem mim. Ele tinha um jogo chamado diablo, onde ele tinha de se entreter sozinho. Nunca na minha cabeça, passou a ideia de levá-lo para casa, fechá-lo á chave e ir para as aulas. Seria uma grande responsabilidade da minha parte. Tinha que tomar conta dele, como se de meu filho se tratasse.
Ele ficou no corredor das aulas e antes, disse-lhe que fosse para o quintal e que não saisse de lá, a não ser para vir ter ali, áquele corredor, pois a auxiliar, já sabia. Fui para as aulas mais ou menos descansado. No intervalo, estava ele no corredor sentado, cansado e com sono. Eu, fui chamá-lo, leveio-o ao bar para comer qualquer coisa e depois, foi comigo para a sala de aulas. Leveio-o para o fundo da sala e dizendo-lhe para por a cabeça nos braços e dormir, que depois o ia acordar para irmos embora.
          Chegamos a casa, fiz mais qualquer coisa para se comer, depois, mandeio-o á casa de banho fazer xixi e deitar-se. Tinha a televisão no quarto. Disse-lhe para tirar as meias e as cuecas, para as lavar, já que não tinha mais roupa nenhuma dele e tinha de ser lavada sempre!
          O fim de semana, de manha dei-lhe o pequeno almoço. Fiz a cama, tomei o pequeno almoço e fomos dar um passeio. Fomos até ao bairro alto, tirar fotos. Vi nele, o Cristiano diferente do infantário. Fomos para casa, estava lá a irmã dele na sua casa na porta da frente. Disse-lhe que fosse lá dar um beijo á irmã e aos bebés dela, enquanto fazia o almoço. De tarde, fomos até Belém. Fomos nos elétrico. Ele todo contente! ia no banco á minha frente, daqueles individuais. Leveio-o ao jardim, á beira rio e lá andámos até casa.
          Em casa, jantámos, ele brincava até á hora de ir para a cama. Eu, lavava a loiça e mais tarde, fomos dormir. Já de madrugada, ouvi na casa da irmá dele, os bebés a chorar. Um de 8 meses e outro de 18 meses. Não estava ninguém para os calar. Os pais, tinham saído e os deixado a dormirem. Ao que soube, tinham ido para a discoteca e chegaram pelas 5h da manha. Enquanto eu olhava o Cristiano, que dormia profundamente ao meu lado, pensava que também ele, poderia estar ali sozinho na casa ao lado, sem mais ninguém a não ser os sobrilhos.
          De manha, acordeio-o e fomos para o chuveiro. Começava uma aventura para ele e ao mesmo tempo para mim. O chuveiro ficava no corredor, onde era uma partilha entre os vizinhos daquele patamar. De repente, não me lembrava que não havia água quente e que ele, um miudo de 7 aos, nao podia deixar de se lavar. Não podia andar porco e ainda por cima, saberem que estava sob minha responsabilidade. Não havia outra forma. Tomámos banho juntos. Laveio-o, ensaboeio-o, tirei-lhe o sabão com a água fria e eu tb. Ele, tremia como varas verdes. Enroleio-o numa toalha e disse-lhe, que não havia água quente, mas não podia o deixar ir sem se lavar. Quase me emocionei e só faltou lhe pedir desculpa por isso!
          Fomos entáo rua abeixo em direção ao infantário para mais um dia de brincadeiras para ele e aulas e para mim, de trabalho. Ao fim da tarde, tudo se ia repetir. Irmos os 2 de volta para a Gil Vicente, onde ele ia para a minha aula, fazer alguns trabalhos de casa, acabando sempre por adormecer. As professoras e auxiliares, também estavam a simpatizar com ele.
          De novo na 6a. feira. Fechámos o infantário e lá fomos rua acima para a minha escola. Segurança avisado, auxiliares atentas e por vezes a tomarem conta dele, enquanto eu assistia ás aulas. Depois das aulas, fomos para casa. Quase 23h. Comemos qualquer coisa. Em casa, ainda se ouvia a irmã e o cunhado do Cristiano a falarem. Assim como eles nos ouviam. Fernando, era o companheiro da irmã, um rapaz de 19 anos e já com 2 filhos bebés. Fomos ver televisão e não passou muito tempo para o Cristiano adormecer.
          Nessa madrugada, eram mais ou menos 6h da manha, os bebés estavam sozinhos, mas a Teresa, a vizinha de baixo, tinha as chaves e foi lá buscá-los, como já era costume. Eles chegaram mais ou menos pelas 6h30.

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          Este fim de semana, fomos ao Bairro Alto. Subimos á Misericórdia e disse ao miudo que se colocasse junto do cauteleiro de bronze, para lhe tirar uma foto.
No Domingo, fomos para o Castelo de S. Jorge. Sentei-me e vi a alegria dele. Corria, andava com o diablo atras dele. Depois fomos para o miradouro. Tirei-lhe algumas fotos para se lembrar mais tarde, quer ele, que eu!
          De novo entrámos na 2a.feira e os banhos também. A semana toda, feita entre o infantário e a Gil Vicente. Nas manhas de semana, os banhos que já não o faziam tretemer tanto. Mas, lá no Infantário, as pessoas ja diziam, que ele nunca tinha andado tão limpo, desde que estava sob minha responsabilidade. Era bom de ouvir.
          A 6a.feira de volta e o ritmo ia manter-se, entre nós os 2. Nunca tinha tido a sensação de “pai”, onde um “filho”, tão obediente tinha arranjado.
          Mais um fim de semana. Mais uma madrugada de acontecimentos. Desta feita, o pai dos bebés estava em casa. A mãe, irmã do Cristiano, não estava e foi impedida de entrar. Desavenças entre eles. Pelas 5h, eu estava acordado e ouvi a mãe nas escadas a chamar o companheiro, que se negava a abrir a porta e a policia, insistia para que ele abrisse. Estiveram nisto do abre não abre, cerca de mais de meia hora. Um dos bebés chorava mais que o irmão. Olhava o Cristianinho, que não se apercebia de nada e dormia profundamente. Passava-lhe a mão pela cabeça dele e pensava, se não tivesse sido bem melhor ali a dormir, se eu tivesse de facto, entregue á irmã. Aliás, não entreguei, não porque não quisesse, mas pelas faltas de condições, que a irmã tinha para acolher o irmão naqueles 15 dias.
          O Cristiano Miguel, fará sempre parte da minha vida!
Mais tarde, mudei de casa mais para S. Vicente e o Cristiano foi passar o meu aniversário que era num fim de semana. Passeou-se de novo e as confições já eram outras. Tinha á espera dele, uma coisa fantástica, água quentinha!.
          A avó melhorou um pouco, mas agora havia um outro problema. O Cristiano tinha outro meio irmão, o Tiago, que era a outra avó que o ia buscar ou o pai. O pai, era mais destraído e alcoólico e a avó, uma senhora adoentada. Tinha pouca saúde para andar a ir sempre buscar o neto. Uma vez, Estava eu com o neto no infantario ás 22h. Nunca mais o iam buscar. Então ligou-se á coordenadora para saber o que se podia fazer e ela lá aconselhou levá-lo a casa da irmã, minha vizinha. Eu leveio-o ao colo e mais uma auxiliar fomos á Graça para saber se a irmã lá estava. Não estava e fui com ele ao colo, a casa do pai do Cristiana podendo a irmã lá estar e nada. Voltámos depois para o infantário. A auxiliar lembrou-se que uma colega nossa morava de fronte da casa da avó dele e ligou-lhe. Depois de dar o número da porta e o andar. Voltei a sair com o miudo ao colo e com a auxiliar e lá fomos pelas 23h15, conseguimos entregar a criança á avó. Ela, ficou muito admirada pelo neto ainda estar no infantário, já que o filho dela, pai do miudo, tinha saído de casa para ir buscá-lo ás 19h. Foi para outros lados em vez de ir buscar o filho. O mais estranho, é que também ainda não estava em casa.
          Ainda me lembro de o Cristiano me ter dito que gostava que eu fosse o seu pai. Respondi que ele tinha pai, fosse ele o que fosse. Disse que não gostava dele, que era drogado. Tentei o mais que pude defender o pai, pois, pai é pai, ser bom ou ser mau. Tinha de o ajudar um dia ser um bom pai e foi esta conversa que fomos tendo pela rua abaixo, até ao infantário.
          Foi a última semana que ia ter mais uma vez, um companheiro de noite e fim de semana. Gil Vicente ida ao bar, antes das aulas e depois, ir brincar vigiado pelos auxiliares da escola. De volta a casa sempre de mão dada, não fosse o diabo tecêlas!
          Fim de semana de elétrico, elavador e até metro, andámos.
          Na 2a. feira, a meio da manha, fui chamado á Psicóloga Joana. Conversámos sobre a minha aventura de”pai” durante os 15 dias e até noutra época especial aniversário, que o levei de novo. A conversa foi bastante emotiva e uma das hipóteses seria ficar com ele. Houve uma pergunta, se eu estaria disponível a adoptá-lo. Um momento em que me emocionei, pois foram vividos com muita intensidade e da parte dele, até já me considerava um”pai”. Contei-lhe a conversa que tive com ele sobre o pai e de facto, disse-lhe, que eu não estava ali para substituir o pai, mas um amigo, uma espécie de irmão mais velho.
          A Joana, disse que o processo ia ter inicio, mas que a adopção a ser aceite, eu seria o preferido, mas mais tarde, acompanhando o que se iria passar, foi então que soube, que o Cristiano e o Tiago, meio irmão, iriam então os 2 para a Casa Pia de Lisboa. Fiquei contente na mesma. Uma instituição de acolhimento, onde estarão juntos.
          Anos depois, foram de visita ao infantário. O Cristiano, estava tão bonito, ja com uns 18 anos com o Tiago. Falei com ele , onde se lembrava de tudo o que fiz por ele, mas não me ligou mais nem tirou nenhuma foto comigo com aquela idade e depois pedi, que desse á mãe para me trazer, disse que sim, pois nao tinha nenhuma ali. Passados mais de de 8 anos, nunca mais o vi. Nem encontro a págima dele no facebook.
          Não há pior que a ingratidão. Onde se faz o bem, onde damos toda a atenção, amor e carinho, passeios. De lembrar que, nunca o deixei fechado em casa. Que o levei sempre comigo para a escola á noite. Que o levei a passear, a dar-lhe banho, a lavar-lhe a roupa interior e até camisola e calças. Hoje, infelizmente, parece não ter contado nada!
          A mãe, saiu da cadeia, foi informada sobre a estada do filho em minha casa e nunca me agradeceu! Dei uma foto em poster grande do Cristiano, tirada em minha casa á avó, ficando com uma igual. Foi a única que agradeceu.
         Sempre que olho as fotos do Cristiano, sinto saudades daquele tempo com ele. O que mais me entristece, é a falta de gratidão!

O Preconceito Nunca deixou de Existir!

13.12.19 | Rogério Rosa

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          Na minha vida, não se tem passado mais do que sofrer de preconceitos. A deficiência visual, é tida como cegueira para muitos. As reações são diversas, mas têm sido em diversos sítios.
Na 6a. feira, fui fazer um teste disgnóstico no Citeforma. Os testes que eram na verdade 3 para o curso de formação de Rececionista de Hotel. Os testes era de captação de inteligência. Uma coisa estranha, porque para um curso daqueles, se os candidatos tinham de ter o 12º ano, á partida, teriam de ser inteligentes. Tive no último teste, bastante dificuldade pois tratava-se saber sobre as peças de dominó. Neste ponto devo ter errado muitos exemplos. Como o curso ia começar dia 18, tinham de fazer as coisas mais apressadas e corrigir, para que os que passassem, teriam de saber á noite por email. Os que iam passar, teriam de ir na 1a feira, para um pequena reunião de grupo. Na 2a de manha, recebi o email, que me informava que infelizmente, não tinha passado á fase seguinte. Obviamente, que não foi por causa dos diagnósticos, mas por ver mal, já que despertou a atenção das técnicas, que ficaram um pouco incomodadas pelo que estavam a ver, enquanto eu ia fazendo o teste.
          Notou-se logo que, era preconceito de que, eu a ver assim, não poderia vir a ser rececionista de Hotel. Ora eu, que fiz 19 cursos de formação profissional, desde Animação, Geriatria, Produção Multimédia, Jornalismo e Técnico de Saúde com estágio hospitalar, não ia ser capaz de fazer aquele curso?
          Outro episódio aconteceu com um programa da RTP-2. Chamado “Tanto Barulho para Nada”. Fiz a candidatura como tinham anunciado no programa. Um programa onde vai toda a gente de todas as profissões. Eu, enviei com a indicação de que era ator de cinema, tv e teatro, bem como jornalista e acima de tudo, deficiente visual. Onde o objetivo, seria mais uma vez, mostrar que nós, deficientes temos o mesmo direito de oportunidades de divulgar, mostrar e ser acarinhados por isso. Levaram bastante tempo a responder, mas esta semana responderam. O que disseram, foi que, analisaram a candidatura de ir ao programa e que infelizmente não encontraram relevância nisso. Ora, vai lá tanta gente e de mais variadas profissões e eu, que ia mostrar que os deficientes são tao capazes como todos os outros e não era relevante?
Outro episódio, este passou-se num café onde tenho ido sempre, o Café Brasil ao Bairro Alto. Ontem fiquei perplexo, ao ouvir falar de mim comigo, como se eu não estivesse lá. Muitas vezes metiam-me a meia de leite e o pão ou bolo que eu e a mulher pedimos e ele, o empregado, colocava e ia dizendo “Pronto, está aqui”. Ou seja, um tratamento como se eu fosse um cego ou sem abrigo. Ontem, entrei, sentei-me e passado um bocado o empregado veio ter comigo para saber se queria alguma coisa, respondi que estava á espera. Foi para o balcão, comentar alto que com outro empregado e a mulher, passado um bocado, sobre se eu tinha pedido alguma coisa, e o empregado, respondeu, que “ele disse que estava á espera”, se calhar nem está”. Depois, continuou a comentar “A Mulher agora vem sempre sozinha de manha, ele já não vem. Deve estar á espera da mulher, que o venha buscar”. Quando a mulher chegou, o empregado respondeu entre ele e o colega “Afinal, estava mesmo á espera da mulher”. Ora isto, revela falta de profissionalismo. Na hotelaria, nenhum empregado tem o direito de fazer comentários sobre os fregueses, sejam na sua frente, seja quando estes se ausentam.

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