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A Gazeta do Repórter

Informar e acompanhar a cultura, desporto e reportagens. Dar voz a quem não a tem e dar destaque a quem merece ser destacado!

Bairro da Serafina e Bairro da Liberdade - A Rivalidade? Covid- 11 casos - Parte 2

26.06.20 | Rogério Rosa

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Afinal, o Bairro da Serafina e o Bairro da Liberdade, são um em duplo ou são 2 Bairros diferentes? O Covid-19 surgiu ao que se tem noticiado, apenas no Bairro da Serafina. O Bairro da Liberdade é mais curto e mais abaixo e nada tem a ver com o Bairro de cima. Poderia se houvesse mais inteligência como fizeram com a Damaia de Baixo e Damaia de Cima. Poderia ser Bairro de Serafina de Cima e Serafina de Baixo. Uma espécie de rivalidade entre ambos, poderá sempre existir.

          O Presidente da Junta de Freguesia de Campolide André Couto, já veio em defesa do Bairro e descansou a população residente, alegando que a situação está controlada, apesar de existirem 11 casos.

Rogério Rosa - Repórter

 

Covid-19, No Bairro da Serafina e o Alerta do Pres. Junta Freguesia de Campolide

25.06.20 | Rogério Rosa

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"Caros Vizinhos e Vizinhas,

Ao longo das últimas semanas a Junta de Freguesia de Campolide tem acompanhado a evolução da Covid-19 na Freguesia. Para além do apoio social que presta directamente, a Junta de Freguesia de Campolide tem-se reunido constantemente com a Delegação de Saúde da nossa área, com a Câmara Municipal de Lisboa e com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. A situação está a ser gerida com responsabilidade e eficiência, como testemunham todos os que diariamente recorrem a nós.

Nas últimas 48 horas houve um aumento do número de casos na Freguesia, com foco especial no Bairro da Serafina. É uma situação que acompanhamos e sobre a qual temos actuado directamente e, como tal, queremos informar que esse aumento não é na ordem de muitas dezenas, como se tem escrito, sendo um número baixo de novos casos. Não há um aumento exponencial de infectados, nem indicadores de uma situação fora de controlo. Exactamente por isso não foi decretado, ou sequer ponderado, o Estado de Calamidade na nossa Freguesia.

As cadeias estão identificadas, as pessoas infectadas estão a ser acompanhadas e é importante que não se instale um alarmismo injustificado. É essencial que todos sigam as recomendações das autoridades de saúde: não realizar ajuntamento de mais de dez pessoas, manter a distância social, utilizar máscara e adoptar todos os cuidados já divulgados. Optar por circular na Freguesia apenas quando há necessidade, pelo menos até esta fase de aumento de casos ser ultrapassada, é uma boa opção.

Aproveito para reforçar a importância de estarmos calmos e responsáveis, não entrando em extremismos. Os infectados de hoje serão os recuperados de amanhã, por isso não podem ser marginalizados. Estão isolados, a recuperar e a protegerem-nos de uma situação que qualquer de nós poderá viver. A intolerância não tem lugar numa sociedade responsável e é unidos que melhor poderemos superar esta fase. Apelo à solidariedade, respeito e apoio mútuos, enquanto pilares que nos distinguem e nos tornam pessoas melhores.

Continuaremos atentos e actuantes, como até aqui. Ninguém ficará para trás.

Um abraço,
André Couto"

          É sempre bom quando temos alguém, que se preocupa com os seus fregueses. Novo, mas já muito sabido, faz a diferença em tudo o que faz e faz ver aos seus antecessores. André Couto começou por ser assim, inovador e vai terminar assim, batalhador, mas e depois do Adeus, quem fará o mesmo? Bem, agora os cuidados são outros, já que aparecer um foco no Bairro da Serafina,  da sua tutela. Quanto a isso, sei que apareceu alguém infetado no Centro de Saúde da Santa Casa no Bairro, ouvi comentários no autocarro. Segundo este comunicado do Presidente, esta tudo controlado!

Rogério Rosa (Repórter)

Hoje em Belém, mais um a Tentar o Suicídio - A Reportagem!

23.06.20 | Rogério Rosa

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          Hoje fui dar uma caminhada para as bandas de Belém, cansadoi de ser sempre noutros sitios, desta vez a volta foi outra. A travessei a ponte e vinham um pouco atrás de mim 2 carros de policia. Nda de estranhar. Pararam mais á frente e eu fui num passo lento. Mais adiente, alguns policias barraram quem passou de bicicleta e a correr e eu passei em passo mais ou menos lento. Um dos policias, disse-me que não parasse e seguisse e lá fui sem ter visto nada de especial. O aparato da policia chamou mais atenção. Pouco depois, chega a carrinha da policia maritima e uma ambulância. Parei, mas com as minhas limitações visuais não conseguia perceber o que estava a acontecer. Dirigi-me ao ponto alto do Maat e entre algumas pessoas que estavam a assistir iam comentando. Pude perceber que o homem que estava fdeitado no pontão tinha dito que se ia matar e alguém deve ter avisado a policia.

          O que se via era o homem deitado, com uma garrafa partida num intuito de se cortar e depois se atirar á água. Entre conversas com a policia, que o vigiava afastado, a ver se o homem desistia, aparece uma lancha da policia maritima que mais junto dele tentam demove-lo.

          O tempo estava a passar e estava a ser dificil a mediação. Depois, já fatos de esperarem, 2 policias dirigiram-se ao individuo e agarraram-no, levantando-o e o conduziram até á ambulância.

          Não sei se a culpa é da Pandemia, mas não sei o que se está a passar com as pessoas! Todos nós sabemos, que temos de morrer um dia, mas se podemos ir mais tarde, porque é que havemos de ir mais cedo? A depressão é uma doença, mas há sinais. Todos temos amigos de infancia que nos conhecem, que sabem ver esses sinais. Aos amigos contam-se coisas que a mais ninguém contamos, esse sabem decifrar os sinais. Acho que o Pedro9 Lima deve ter tido segundos de arrependimento quanse se cortou, mas já nao deve ter ido a tempo de se salvar, creio eu. 

          Quero deixar aqui o meu testemunho quando percebi que o meu pai se estava a despedir de todos no jantar de Natal de 2005. Nunca em vida ele disse o que disse naquela noite, e por isso esse foi o sinal que apanhei logo, que mais ninguém deu por isso. O sinal foi só este" Quero agradecer á Rosa, sua esposa, todo o carinho que me tem dado ao longo da vida". Nada mais era preciso para que eu dissesse ás minhas irmãs, que era a mensagem de despedida. Faleceu3 meses depois!

#radardeinformacao/

https://www.spreaker.com/user/agazetadoreporter/belem-outra-tentativa-de-suicidio?fbclid=IwAR07lcKtOrGB6YnbHggI7oj9ZD_1qA9_fWEAk81vjsa3edl-nemX_tTctbo

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O QUE HÁ EM COMUM ENTRE O ATOR PEDRO LIMA E O ATOR BRASILEIRO DOUGLAS BARCELLOS?

21.06.20 | Rogério Rosa

 

Pedro, deixaste um grande vazio em todos nós. Trabalhei contigo num filme de Nicolau Breyner, onde eu fazia a personagem de assassino que estava a ali para te apanhar no Hospital, ironia? Não, apenas trabalho. Não eramos amigos, mas colegas. Sempre desde o inicio da tua carreira, que eu a acompanhava. Eras brilhante! Agora vem a parte dos ses. Se tinhas a depressão controlada, se estavas a construir a casa de sonho, se até já tinhas regressado ao trabalho, o que se teria passado então? Não podias controlar a autoestima, impedindo-a de baixar? Para mim, foste para a praia pensar, refletir na vida e escorregaste, caindo da falésia por acidente. Acho que não querias abandonar quem mais amavas, acho que não querias deixar este grande vazio. Não foste mais um ator que nos deixou, mas sim, o Ator, e um verdadeiro ser humano, que apenas foi em digressão com uma peça em que só tu e o Filipe Duarte iriam participar e quiseste ir mostrar-lhe e ensaiares com ele! Que Deus te receba como tu mereces e pede por todos nós e que Deus não desampare a tua mada família” Fica em paz!!

Estreia absoluta como ator de elenco com um papel bem difícil de “Esquizofrenia”, uma grande produção com o Brasil e Estados Unidos. Trágica morte de um dos atores principais no fim das filmagens. Actor brasileiro Douglas Barcellos, que se suicidou logo a seguir as filmagens. O filme chamado “As Maltratadas” de Ana Campina

Quando participei no filme em 2008, uma superprodução Portugal/Brasil/Estados Unidos, foi de facto a união nesse projeto de atores portugueses, brasileiros e americanos. Este projeto teve 2 versões, portuguesa e Inglês americano e eu curiosamente participei nas 2 versões.

Gravámos em Novembro até 18 de Dezembro em Portugal, mais propriamente em Carcavelos e Paço de Arcos. Eramos bastantes, entre ensaios e marcações de cenas, mas o Douglas, que era um dos protagonistas em nada fazia prever, que 5 dias após as filmagens não quisesse seguir para o Brasil com o resto da equipa e se suicidasse na praia de Carcavelos. O que mais intrigou foi o facto de ele ter morrido afogado quando era foi campeão do Brasil de natação. Logo a noticia não se fez esperar, até porque o filme estava ainda no segredo dos deuses e teve de ser revelado á imprensa portuguesa e brasileira”

Morte do modelo e ator carioca Douglas Barcellos ainda é mistério em Portugal.

O modelo carioca Douglas Barcelos, que trabalhava nos Estados Unidos, foi encontrado morto em Portugalmodelo carioca Douglas Barcelos, que trabalhava nos Estados Unidos, foi encontrado morto em Portugal

O sonho do modelo e ator Douglas Barcellos, de 33 anos, de se tornar astro de Hollywood terminou tragicamente na madrugada da última quarta-feira, na cidade de Cascais, em Portugal. Ele foi encontrado morto entre rochas à beira mar, com marcas no pescoço, o que levantou suspeitas de agressão. A polícia portuguesa investiga se a causa da morte foi acidental ou se o rapaz foi assassinado. Douglas estava em Portugal atuando na produção “Maltratadas”, sobre tráfico de mulheres.

Residente na Ilha do Governador, a família de Douglas foi informada da morte do ator na véspera do Natal. Chocados, os parentes enfrentam agora outro drama.

– Estamos desamparados, não há verba do governo para ajudar no traslado do corpo de um brasileiro, trabalhador, que morre no exterior. Nós não temos posses e soubemos que ficaria em torno de 12 mil euros – diz Leandro Barcelos, irmão de Douglas.

Relação turbulenta

Hoje, será divulgado o laudo da autopsia. Caso as circunstâncias da morte sejam esclarecidas, o corpo será liberado para o sepultamento.

Meu irmão não era aventureiro, trabalhava há mais de dez anos no exterior em uma carreira construída com muito esforço

– Espero que tenha sido um acidente. Meu irmão não era aventureiro, trabalhava há mais de dez anos no exterior em uma carreira construída com muito esforço – diz Leandro.

A família está chateada com notícias divulgadas na imprensa portuguesa. De acordo com o jornal português “Correio da Manhã”, um amigo de Douglas afirma que o rapaz tinha uma relação conturbada com seu agente, Enzo Lamblet. A publicação divulgou trechos de e-mails do brasileiro ao amigo, nos quais acusava o empresário de queimá-lo no mercado.

Em entrevista ao site G1, o ator Felipe Camargo, que também participava do filme e é agenciado por Lamblet, afirma ser “absurdo” levantar suspeitas sobre o empresário. Ele relatou episódios que chamaram atenção para o comportamento do ator:

– O Douglas mergulhou, só de cueca no Tejo e estava muito frio. Ele falava que a máfia italiana estava atrás dele e que o marido de uma atriz, que também participava do filme, era um cara perigoso e o estava vigiando.

Segundo o “Correio da Manhã”, o taxista que levou o ator de Lisboa a Cascais na noite de terça-feira prestou depoimento sábado. O modelo não teria pago a corrida e durante o trajeto parou em vários bares à procura de um amigo. A polícia quer localizar esse amigo.

‘Era o momento de decolar’

Em um telefonema para a mãe, Douglas Barcellos anunciou que 2009 seria o seu ano profissional.

– Meu irmão era muito determinado. Ele contou que vários trabalhos seriam lançados nos Estados Unidos e dariam um gás na carreira dele. Era o momento de decolar. Ele batalhou muito por esse momento, faz teatro desde os oito anos e estava nos Estados Unidos há mais de dez – lamenta o irmão, Leandro.

Além de um dos protagonistas da produção “Maltratadas”, Douglas fez uma participação no longa ” He’s just not that into you” (“Ele simplesmente não está tão afim de você”), estrelado por Jennifer Aniston, Jennifer Connelly e Scarlett Johansson. Ele morava na Califórnia e, segundo o irmão, não era casado.

O que têm em comum com o Pedro Lima? Era um brilhante modelo e ator brasileiro e sempre fez o que mais amava fazer, representar. Claro que o que afasta do Pedro, o passado do Douglas de violência doméstica, que o seu pai exercia sobre ele e a mãe e por ironia do destino, fez neste projeto, um papel de agresssor!

Rogério Rosa, recorda a sua passagem pela Marcha de S. Vicente de Fora-1998/2000

13.06.20 | Rogério Rosa

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          As Marchas Populares de Lisboa, desfilam desde mais ou menos a partir 1934. Tudo começou em bairros em festas e efeites dos bairros populares, mas a sua expressão maior veio pelas mãos do realizador Leitão de Barros, no seu filme " A Canção de Lisboa", onde surgiram as marchas populares. Celebrizaram-se com Vasco Santana e Beatriz Costa.

          Muitos anos decorridos das tradições, que unem vários bairros da capital, cada qual, prepara para que o seu bairro seja o melhor. Quando chega o tempo das marchas, abrem as inscrições e depois é só esperar que se inicie.

          Durante muito tempo assisti, quer pela televisão, quer na Av. da Liberdade aos desfile. Era ver cores bem garridas de todos os bairros. Rivais uns dos outros certamente, mas competitivos. Eu nunca me tinha passado pela cabeça, alguma vez ir numa daquelas marchas, até porque como deficiente visual, não era de todo aceite. Fui vendo e acompanhante mas sem pensar querer ir algum dia. Um dia, fui assistir aos ensaios da Marcha do Bairro Alto. Um convite de uma ex- colega de colégio, ambliope. Olhei e comecei a pensar,j se ela que vê mal como eu e vai, porque será que eu não posso? O tempo foi passando e fui-me desligando disso.

          Anos depois, mais concretamente em 1997, estava eu no terraço da Voz do Operário, no intervalo de uma peça de teatro, que eu estava a fazer, fui espreitar pela janela o ensaio da Marcha de S. Vicente. Os ensaiadores, eram o José Luís de Almeida e sua esposa Luísa Rafael. Fiquei a admirar todo aquele espectáculo. Comentei inclusive com alguém do elenco, que não me importaria de ir um dia na marcha, mas logo fui travado com a resposta de que eu não iria conseguir por ver mal. Passado um ano, estava nos ensaios também. Pois, aconteceu ir viver para S. Vicente e fui á Academia Leais Amigos. O objetivo era dar-me a conhecer, antes de ir na marcha. Inscrevi-me e no dia de apresentação, lá estava, mas sempre a medo. Começaram por falar da Academia, depois da organização da Marcha e por fim, de como tudo se ia desenrolar. Terminando com a destribuição das letras das canções, que iriam naquele ano ser cantadas por todas as Marchas. Confesso que estava empolgado. Depois, era só ir todas as noites a partir das 21h30, até cerca das 23h45.

          O tempo foi passando e chegou o dia de fazermos as provas dos fatos. Radiante e covicto de que iria conseguir, sem que dessem por eu ver mal. Mal sabia eu que alguns já tinham descoberto. Num dos ensaios, enganei-me algumas vezes, tudo por culpa do elemento da minha frente, no intervalo fui chamado a atenção. Pensei que era o momento de dizer a verdade. Esperei tudo menos a compreensão dos organizadores. Todos me ajudaram. Os ensaios são com o nosso par. Há 2 filas paralelas que estão distantes, entre 50 a 100 metros e é por eles que nos temos de guiar, ora se eu nem quase a 1 metro vejo! Decorei, ensaiei e nunca falhei ao contrário de muitos dos meus colegas. Fomos primeiro para o Pavihão Carlos Lopes. Muita luz, muito público e os nossos padrinhos, Vasco Rafael e Anita Guerreiro. O Vasco estava bastante doente já e só a Anita Guerreiro foi e acabou por o representar também. Aliás, ele veio a falecer quando fomos para a Avenida. Curiosamente, tinha falecido o ano anterior, a Luísa Rafael, num brutal acidente de viação. Foi uma grande emoção ao ouvir o público a gritar pela nossa marcha. Depois de nos termo exibido tinhamos de ver as outras marchas que iam á nossa frente. Fomos depois mais tarde para a fase final. A Av. da Liberdade. Desdecemos o Marquê de Pombal avenida a baixo. Fizémos 7 tetos de luz, que equivale a 7 vezes as marcações até chegar a meio da Avenida ao seja, o palanque, onde se encontrava o juri. A transmissão em direto para a televisão, deu mais garra porque, eram milhares de pessoas a assistir ali e em todo o país! Depois, dever cumprido quanto ao concurso. Fomos avenida abaixo até aos Restauradores, onde fomos de autocarro de volta ao bairro. Era preciso agradever a todos os residentes que nos tinham apoiado no pavilhão e na Avenida e terminámos com desfil pelo bairro todo de S, Vicente. No entanto, fomos todos convidados a desfilar na Expo, que tinha sido inaugurada e aberta ao público. Foi um privilégio enorme para todas as Marchas. Um acontecimento que aconteceu na Expo, foi notório que apesar da rivalidade entre bairros, tiveram um gesto bonito. Todas as Marchas tinham de estar no recinto pelas 20h30, a nossa Marcha teve um contratempo, bem como a Marcha da Bica. Ficaram de fora. Pelas 21h, todas as Marchas que se encontravam dentro do recinto, se recusaram a desfilar, enquanto as que estavam foram não entrassem. Perante este cenário e porque a rtp estava quanse a entrar em direto para o Telejornal, não tiveram outro remédio, que nos fazerem entrar e só assim, todas desfilaram.

          Nos 2 anos seguintes, fui de Aguadeiro, já que a escola me impossibilitava de ir de novo como Marchante. Tudo o que os aguadeiros fazem será destrinuir água na Avenida, colocar e apanhar depois os adereços do chão, nas chamadas marcações. Carregar e descarregar os arcos.

          O convivio diário durante 3 meses, faz com que se possa criar cumplicidades, amizades e partilhas. A Academia Leais Amigos, bem como o Arnaldo (já falecido) ou o António Fonseca, pessoas inesquecíveis. Apoiaram-me muito dentro e fora da Marcha. Fui sempre muito bem recebido por todos os jovens e menos jovens ao longo de 3 anos.

 

Marchas Populares, a Recordação

Não há palavras para tanta irresponsabilidade!

07.06.20 | Rogério Rosa

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           Começo pelo titulo. A imagem que o Gabriel Boavida postou, espelha bem a irresponsabilidade de um povo. Multidões sem respeitar distancias. Não que a mesma não seja importante, obviamente que sim, devido aos acontecimentos racistas nos Estados Unidos, que em Portugal também os há, de cor de pele e de género, etc.

          Estamos em desvantagem com um vírus que tem qualidades inquestionáveis em relação ao ser humano. É invisível, desconhecido mas sobretudo é COESO e UNIDO. No mundo do Covid-19 não há relatos de Racismo, de conflitos de interesses, de estudos contraditórios de peritos, nem de teorias da conspiração, fronteiras nacionais e muito menos teorias políticas.

         

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          Temos de facto muito a aprender!

          Com a subida da Covid-19 em Lisboa e Vale do Tejo, obriga a fechar as consultas normais e cirurgias não urgentes nos principais Hospitais de Lisboa, Amadora, Sintra e Loures. Contudo, os profissionais de Saúde não querem palmas ás janelas ou ás portas dos hospitais. Querem respeito, responsabilidade de todos. Há enfermei9ros que saem estafados dos seus turnos e a  caminho de casa o que conseguem ver? Gente ao munte nos cafés e a reação que têm, é chorarem de raiva pela falta de moral, responsabilidade para quem trabalha mais de 16 horas para salvar outros, que, querem de facto serem salvos. Será que toda a multidão que esteve na manifestação em Lisboa, Porto e Coimbra, querem mesmo serem salvas?

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#radardeinformacao/

Governo e Cultura, o Divórcio

04.06.20 | Rogério Rosa

manif da cultura.jpg          Em nenhum Governo, houve de fato um bom casamento com a cultura. Muitos artistas ganham do seu trabalho. Mas ha de facto muitos grupos de teatro subsidiados e outros não. 

          Todo o pessoal das artes vivem do trabalho e do pouco que recebem. Com a Pandemia, veio dar cabo da vida. Deixaram de ter trabalho, grupos deixaram de levar á cena as suas peças. Com o tempo de confinamento as coisas foram piorando e do Governo nem uma palavra.

          Sou ator ha 35 anos e nunca tinha pensado que se iria viver uma desgraça destas. O Governo apenas dá no seu orçamento destinou 1% para a Cultura. 

          Muitos foram os desempregados que se juntaram aos milhares que já estavam. Fome e muitos dos artistas, tiveram de pedir ajuda no banco alimentar. Muitos perderam as suas casas, dormirem na rua  etc. Nenhum Governo alguma vez prestou atenção á cultura. Todos sabem que a Cultura é um ar refrescante, um medicamento para tantos problemas, nesta sociedade do salve-se quem puder.

          Hoje, dia 5 de Junho de 2020, uma manif das artes em 3 cidades do país. O video mostra o que se viu e ouviu.