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A Gazeta do Repórter

Informar e acompanhar a cultura, desporto e reportagens. Dar voz a quem não a tem e dar destaque a quem merece ser destacado!

Lançamento do livro”Um Abraço-Vivências em Pandemia”

18.10.20 | Rogério Rosa

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Ontem foi lançado uma antologia sobre as vivências em pandemia. Um livro essencialmente útil, que retrata olhares diferentes, sobre o que se passou no confinamento obrigatório com cada autor. Foram 50 autores, entre os quais eu. 50 olhares diferentes.

É de facto um livro escrito na primeira pessoa. Cada autor, mostra um mundo que é seu. Mostra como passou, sofreu e ultrapassou aquela época confinada. Um muindo virtual, a adaptação a um meio de trabalho que nunca lhe passaria pela cabeça, alguma vez poder existir, como o teletrabalho.

A imagem pode conter: árvore, mesa, sapatos, ar livre e natureza

Num excelente jardim do Museu da Cidade, conhecido também pelo Palácio Pimenta, onde há espaço para admirar a natureza e ouvir os pássaros. Uma outra vantagem, ter visitantes que se passeiam alegremente, os pavões, como se pode ver na foto, a quando do lançamento do livro.

No meu caso, escrevi porque era um olhar de uma pessoa com baixa visão, sem aqui representar os deficientes visuais, de como via a cidade vazia, fantasma. Um percurso que fiz a pé e de autocarro e sempre um olhar para um vazio. Medo, insegurança. Uma sensação de angústia. Dava uma impressão de toda a gente ter morrido e eu ali a contemplar o fim!

Para que este livro fosse possível, não só se deveu aos seus 50 autores, mas essencialmente à sua organizadora Maria Maya. A foto de capa, deveu-se a uma fotógrafa amadora, Médica de profissão, Isabel Salazar. Bem como a conceção da capa, deveu-se a Maria Maya e a José Carlos Completo.

Este livro não está á venda nas livrarias, quem o quiser adquirir, deverá ser por email para a editora 8 séculos de Língua Portuguesa.

email: mariamaya.8seclp@gmail.com

Rogério Rosa – Repórter

Aprender até Morrer!

03.10.20 | Rogério Rosa

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Mais uma Aula de como se edita em video, os planos d contra-planos em plateaux em tv e cinema. Tudo o que o Ator, pessoal de produção tem de saber ou deve saber. Já posso ser editor de videos, pois com o curso que ja fiz em Produção Multimédia de 200 h, mais Web Design, Web Marketing, mais Comunicacao Oral e agora Linguagem Estetica do Audiovisual, posso dizer que continuo no mercado. Posso trabalhar em Assistente de Produção, editor de Continteudos e ou Redator de Storitelling.

São tantas as formações, que só servem para valorização pessoal. Poderia estar a trabalhar como Produtor de Conteúdos? Podia. Poderia ser Jornalista ainda que não tenha ido para a Licenciatura em Jornalismo? Claro que sim.

Tenho encontrado em várias formações jovens com potencial e com idade para serem aquilo e muito mais. Misturarem jovens e menos jovens pode ser útil, mas nunca será uma competição, já que eles ganham em idade e de oportunidades. Os menos jovens acima dos 40/50 e seguintes, a vantagem de saberem e aprenderem, será sempre inversamente proporcional ás oportunidades profissionais.

Diz-se e bem que o saber não ocupa lugar. Mas, muitos já só passam o tempo. Já o levam na desportiva e no enriquecimento pessoal e intelectual. Há pessoas que decidiram ir para a faculdade depois dos 55 anos. Conheci uma pessoa, que entrou na Faculdade aos 57 e aos 62, já tinha concluído o Mestrado. Outra senhora, que aos 90 anos, já ia no seu 2º. Doutoramento. São exemplos como estes, que muitos pensam em continuar a lêr, a aprender e a valorizarem-se cada vez mais, contra outros que questionam o porquê e para quê.

No meu caso, como sou actor profissional, dou-me por vezes a questionar se vale a pena, já que aos 56 anos, não tenho qualquer esperança de vir a voltar a ter trabalho. Tenho a sorte de gostar de ler e de aprender, mas a pensar num trabalho, onde gostava de aplicar os meus conhecimentos todos ou parte deles. Tenho baixa visão, mas mesmo com muita dificuldade e de não encontrar sensibilidade nos formadores, mas alguma pena, ainda assim, consigo fazer de conta que não dou por nada. Já em relação aos meus colegas, não manifestam pena nem compaixão e muito menos interesse em saber como faço os apontamentos e com que sacrifício, apenas olham e com um certo ar de indiferença, não fazem quaisquer comentários, quer durante ou após as aulas e nos intervalos. No entanto, ficam parados a olhar e com espanto geral se questiono o professor com algo que mais ninguém questionou ou melhor ainda se faço uma apresentação de um trabalho em aula!

Ler é sempre o melhor remédio!