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A Gazeta do Repórter

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Beatriz Lebre e Ruben Couto, o Fim.

31.05.20 | Rogério Rosa

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A Beatriz Lebre foi assassinada aos 23 anos por um monstro chamado Rúben Couto. Não, a Beatriz não foi vitima de um “amor doentio” como muitos jornais estão a romantizar, mas sim vítima de MACHISMO. A causa da sua morte deve-se a MAIS UM HOMEM QUE NÃO SOUBE OUVIR UM “não”. A História está cheia desses exemplos. Homenzitos frustrados que não conseguem lidar com uma nega e, por isso, sentem-se no direito de tirar uma vida. Beatriz provavelmente já andava a ser perseguida e massacrada por este monstro há algum tempo, como acontece com muitas mulheres - pergunta a uma amiga tua, aposto que vais encontrar casos desses.

Não me interessa saber das paixões ou da inteligência da Beatriz (que pelos vistos, era de salientar), porque não há nada que torne o crime “mais” ou “menos” condenável. Beatriz podia até ser a pior aluna do mundo, ou alguém sem perspectivas para o futuro: Beatriz tinha uma vida e ninguém tinha o direito de lha tirar.

Como combater o machismo? Acredito que o machismo possa ser combatido com a educação… a educação correta. Educação esta que vem do berço, e da escola. Não existe educação feminista nas escolas. Famílias não se esforçam o suficiente para explicar aos filhOs que a Mulher não é um objeto, ou corpo, para ser usado como e quando bem se quer e entende. As escolas não protegem raparigas do machismo, com sorte ainda as ridiculariza.
Isto cai sobre nós. Nós, que pensamos duas vezes antes de chamar a atenção quando assistimos a atitudes machistas; Nós, que ignoramos mulheres a serem assediadas na rua; Nós, que ignoramos os gritos dos nossos vizinhos do andar do lado; Nós, que cedemos à lengalenga que nos incutem desde crianças: “ENTRE MARIDO E MULHER, NÃO SE METE A COLHER!”. Pois deixem que vos diga: ENTRE MARIDO E MULHER, METE-SE A COLHER, O GARFO, A FACA E O RESTO DO FAQUEIRO. Eu sei que meto!

Texto de Diogo Ferreira e Diana Niepce (que publicou no facebook)

          Não há dúvida que o fim desta tragédia foram literalmente para os 2. Ela porque morreu e ele, porque termina aquilo que poderia ser, uma carreira de investigador e Psicólogo.

          Por mais que se opine, nunca se chega ao cérebro humano para se compreender, o que faz com que se tenha um momento de loucura, sem se pensar, não só nas consequências, mas também na sua própria meta de vida, que não vai ser igual, onde depois de pena máxima que terá, as portas da oportunidade, não vão voltar a abrir!

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